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quarta-feira, 8 de junho de 2011

O FENÔMENO E A DESPEDIDA



O ADEUS DE RONALDO AO FUTEBOL











Jornais da Espanha, Itália e até da Argentina exaltaram a despedida de Ronaldo da Seleção Brasileira, ocorrida na vitória por 1 a 0 sobre a Romênia, na última terça-feira. Apesar de citarem a má forma física e os gols perdidos pelo agora ex-atacante, as publicações estrangeiras fizeram questão de exaltar o maior artilheiro da história das Copas.

“Ronaldo é aclamado em sua despedida no Brasil" estampou em seu site o espanhol As, não deixando de lembrar as chances de gol desperdiçadas pelo camisa 9 contra a Romênia. "A má pontaria e a intervenção do goleiro romeno Tatarusanu o privaram desse último momento de glória com a camisa verde e amarela". Ainda assim, a publicação elogiou Ronaldo. "Apesar de estar acima do peso, Ronaldo mostrou sua habilidade para se posicionar dentro da área". 

O também espanhol Marca destacou a despedida do ex-jogador de Cruzeiro, PSV, Barcelona, Real Madrid, Inter de Milão, Milan e Corinthians com a manchete "Ronaldo se despede do futebol como um dos maiores da história". Já o italiano Gazzetta dello Sport foi um pouco mais crítico com o "Fenômeno".
"Ronaldo, adeus sem gols" foi a manchete da publicação italiana, que falou em despedida "melancólica" em virtude da forma física do jogador eleito melhor do mundo em 1996, 1997 e 2002 e dos gols perdidos diante da Romênia. Contudo, a publicação italiana classificou como positivo o saldo final da carreira de Ronaldo. "Não importa se o último ato tenha mostrado o campeão em evidente sofrimento físico. Está tudo bem. O saldo final é de 67 gols pela Seleção Brasileira. Números sensacionais". 

Até mesmo o argentino Olé se rendeu ao camisa 9. "Ronaldo perdeu ao menos duas chances claras de gols. Faltou o gol. Mas quem se importa? Ele já fez tantos...", afirmou o diário, exaltando o maior artilheiro das Copas (fez 15 gols em quatro mundiais). "Ele se despediu da maneira que merecia. Ronaldo foi e será um dos melhores centroavantes da história".




















Um fenômeno acaba? Talvez sim, se estivermos falando daqueles com efe minúsculo. Mas um Fenômeno de verdade, com efe maiúsculo, esse não acaba não. Sob aplausos de unanimidade, Ronaldo Luiz Nazário de Lima despediu-se da Seleção Brasileira de Futebol. Dizem que a unanimidade é burra. Concordo, mas ela não joga futebol.

Ronaldo não lembra em nada o verdadeiro Fenômeno futebolístico. Há muito deixou de ser o jogador que encantou o mundo inteiro. As despedidas são sempre assim: cultuamos os dias de glória que ficaram para trás, mas que jamais serão esquecidos.

Se Pelé fosse um deus do futebol, Ronaldo seria seu filho. Depois do santista, é ele a referência esportiva do Brasil pelo mundo afora. Um atleta que venceu rivalidades históricas: amado por torcedores espanhóis do Barcelona e do Real Madrid; amado por italianos do Milan e da Internazionale; amado por cruzeirenses e corinthianos.

O maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 15 gols, vestiu a camisa verde e amarela em cada um deles. No total, foram 67 as vezes em que balançou as redes com o escudo da CBF no peito. Venceu dois mundiais. Sendo que, no de 2002, ninguém apostava um dólar furado em sua recuperação como atleta depois de tantas e graves lesões.

A trajetória de Ronaldo Nazário é o sonho de vida de qualquer brasileiro comum. Um rapaz que saiu do nada e, graças a talento e dedicação, conquistou o mundo. Um Fenômeno não acaba não. Um Fenômeno se transforma. E Ronaldo sai dos gramados para entrar na História.















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